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Presidente do Sindcine fala de reconstrução, valorização e organização dos sindicatos

  • associacaocinemarr
  • 23 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura
Sônia Santana, presidente do Sindicine, São Paulo, SP
Sônia Santana, presidente do Sindicine

Durante a reunião setorial do audiovisual, realizada ao longo da programação da 4ª edição da Conferência Nacional de Cultura (CNC), em Brasília (DF), em março último, a Arcine conversou com a diretora de produção audiovisual, Sônia Santana, que é atualmente a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual do Estado de São Paulo, o Sindcine.

O Sindcine é um dos principais sindicatos de técnicos e trabalhadores do cinema brasileiro, que luta pela garantia de direitos, contra as precarizações no trabalho e outras ameaças à profissão, garantindo aos filiados o registro profissional (DRT) e formação com cursos, oficinas e workshops. A presidente tem apontado outras reivindicações, como maior participação junto à Agencia Nacional de Cinema (Ancine), uma vez que é o MinC que indica os conselheiros, a preservação do registro profissional e a relação com as políticas públicas. 

Nascida em Goiânia, Sônia mora em São Paulo, onde dirige a entidade. Ela, que sempre lutou para que o audiovisual não se torne uma terra sem lei, explica que o sindicato sempre teve dificuldade de fazer convenções coletivas por várias questões. “Dentre elas, a demonização que é feita sobre os sindicatos, o desconhecimento das pessoas, o não entendimento do papel dos sindicatos. Mas a partir do retorno do governo Lula, estamos conseguindo conversar com os sindicatos patronais que também precisam estar organizados, para poder começar a fazer as convenções coletivas e vamos começar!”, avisou.  

Ela explica que, durante uma conferência realizada em São Paulo com o segmento audiovisual, saíram quatro propostas que foram defendias em Brasília, durante a 4ª CNC. “Criamos um fórum com os três sindicatos de audiovisual do Brasil: o Sindicine, o Sintracine e o STIC/RJ (Sindicato dos Trabalhadores do Cinema) do Rio de Janeiro. Formamos um fórum para buscar uma unidade de pensamento em relação à convenção coletiva, ou seja, independente de onde estiver trabalhando, o trabalhador tem a proteção do sindicato em pontos básicos. Estamos nos organizando para isso. Estamos pedindo a participação dos trabalhadores para uma decisão. Não pode ser somente patrão e empresário discutindo a nossa situação. Estamos botando os pés nas portas para mantê-las abertas para podemos chamar esta discussão”, assinalou.

Ela acrescenta que, no momento, estão sendo discutidos temas como: a forma de contratação, a formação, a qualificação, jornada, dentre outros pontos. “Principalmente, formação. É uma decisão do Ministério da Cultura incentivar a criação de uma escola de formação. É interessante analisar isso. Nós já manifestamos interesse em participar na qualificação em audiovisual”, garantiu.

Sobre a Lei Paulo Gustavo, a presidente informou que os sindicatos não tiveram muita participação na formulação da Lei. “Entendemos que houve muito erros, quiseram esticar o lençol para todo mundo e a Lei não foi capaz de atender a todos. Gerou expectativas que não cumpriu. E é uma Lei transitória. Temos que brigar sim por uma melhor condição da Lei Aldir Blanc, que é uma política permanente. Como deixar palatável e, principalmente, mais acessível a todos os setores da cultura.

 

Reportagem:

Éder Santos/Arcine

 
 
 

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